Automatizar relatórios de campo é fazer o dado ser coletado uma vez, no celular, no local, e todos os relatórios (RDO consolidado, avanço físico-financeiro, relatório fotográfico, medição) saírem dessa mesma fonte, gerados e enviados sem alguém montar à mão. O caminho tem quatro etapas: inventariar o que se produz hoje, definir a fonte única, trocar o papel pelo formulário e gerar o PDF automaticamente.
Modelo de inventário de relatórios
Inventário de relatórios com frequência, produtor, fonte dos dados, horas por mês, risco e prioridade calculada. Planilha .xlsx, sem cadastro.
Etapa 1: inventariar
Liste cada relatório que a equipe produz: nome, frequência, quem produz, quem recebe, de onde vêm os dados, formato de saída e horas por mês somando todos os envolvidos. Dê uma nota de risco de erro de 1 a 5. Prioridade é horas vezes risco. Em contratos de engenharia, o relatório semanal de avanço e o fotográfico mensal costumam ficar no topo: muitas horas, muita redigitação.
Etapa 2: definir a fonte única
Para cada número do relatório, uma origem só. Avanço físico vem da medição; efetivo vem do RDO; não conformidades vêm da vistoria. Se o mesmo número hoje é digitado em dois lugares, um deles para de existir. É a etapa que mais economiza e a que menos gente faz, porque exige decidir quem é dono de cada dado.
Etapa 3: formulário no lugar do papel
- Campos obrigatórios: o formulário não fecha sem clima, efetivo e assinatura.
- Listas em vez de texto livre: frente de serviço, equipamento e função escolhidos, não digitados.
- Foto com geolocalização e horário, tirada pelo formulário, não pela galeria.
- Funcionamento sem sinal, com sincronização automática.
- Assinatura digital no aparelho, da contratada e do fiscal.
Etapa 4: gerar e enviar
Com os dados em uma base, o relatório é um modelo: o PDF do RDO sai ao concluir o formulário; o semanal de avanço é montado na sexta às 17h a partir das medições e RDOs da semana; o fotográfico mensal agrupa as fotos por frente e data. O envio é automático para a lista de cada relatório, e o painel mostra o mesmo número que foi para o PDF. Power Automate ou n8n resolvem a orquestração; o PDF pode sair do próprio sistema.
O que medir depois
- Horas por mês por relatório, antes e depois.
- Atraso de entrega: dias entre o período e o envio.
- Divergências apontadas pelo cliente ou pela fiscalização.
- Quantos relatórios ainda dependem de alguém montar à mão.
Por onde a EGD começa
Pelo inventário, em uma semana, com a planilha deste artigo. Os primeiros fluxos automatizados ficam prontos em 2 a 3 semanas, começando pelo relatório de maior prioridade, e cada um entra em produção com monitoramento e um responsável. O ganho típico é a equipe de planejamento voltar a planejar em vez de formatar.
Como a EGD ajuda
Automação de processos: o que fazemos quando a planilha deixa de bastar.